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By Ferramentas Blog

domingo, julho 26, 2026

R. ZEE JACKSON-TRIBUTO











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 Mais um dia triste para a comunidade internacional do reggae. O falecimento repentino de R. Zee Jackson — pioneiro do reggae canadense e padrinho musical de muitos — foi anunciado por sua família, incluindo Natania e seus filhos em 25 de julho de 2026.  O reggae nunca respeitou fronteiras. Nascida na Jamaica, a música viajou com seu povo e encontrou novos lares em Londres, Nova York, Toronto e inúmeras outras cidades. Em Toronto, uma das figuras-chave que ajudaram o reggae a se estabelecer foi R. Zee Jackson, também conhecido como Esso Jaxxon e Castro Pink.  A carreira de Jackson é particularmente interessante porque ele nunca foi apenas um cantor. Ele atuou como vocalista, percussionista, multi-instrumentista, engenheiro de som e produtor, transitando com naturalidade entre o palco e o estúdio. Sua contribuição para a comunidade do reggae em Toronto está intimamente ligada à ascensão da Eglinton Avenue West, área que ficou conhecida como "Little Jamaica".  Jackson nasceu em Clarendon e passou parte de sua infância em Old Harbour, St. Catherine. Ao crescer na Jamaica, ele absorveu as sonoridades dos sound systems da ilha e a transição do rocksteady para o roots reggae. A música já fazia parte de seu ambiente muito antes de ele próprio começar a gravar discos.  Sua primeira grande mudança para o exterior ocorreu em 1973, quando viajou para os EUA por meio de um programa de intercâmbio cultural e trabalhou em acampamentos de verão. Em 1975, mudou-se definitivamente para o Canadá. Toronto passava por rápidas transformações naquela época. A imigração caribenha trazia a cultura jamaicana para a cidade, ao mesmo tempo em que músicos e produtores criavam sua própria rede de reggae. Jackson rapidamente se integrou a esse movimento. Ele trabalhou com o produtor Oswald Creary, no Half Moon Studio, e com o engenheiro Doug McClement, no Comfort Sounds Studio. Também conheceu Jackie Mittoo — o brilhante tecladista e ex-diretor musical da Studio One — e Leroy Sibbles, do grupo The Heptones.  Sibbles convidou Jackson para integrar a Ital Groove Band. Esse passo se mostrou fundamental. Jackson fazia vocais de apoio, tocava 'gong bap' e congas, além de cuidar da parte técnica de engenharia de som no estúdio. Em outras palavras, ele não era apenas um membro da banda; ele compreendia como todas as peças se encaixavam. O grupo passou meses em turnê antes de retornar a Toronto para gravar. Enquanto Sibbles se dedicava à sua carreira solo, Jackson mantinha as atividades em andamento com o grupo The Groove — também conhecido como Jamafrica ou Hit Squad.  Do final da década de 1970 até o decorrer dos anos 80, Jackson esteve profundamente envolvido na cena reggae de Toronto. Ele frequentava estúdios várias vezes por semana para gravar, operar o som e produzir. Seus trabalhos foram lançados por selos independentes como BeeZee Sounds Production, Ital e Radio Plus. Esse período também marcou a transformação da Eglinton Avenue West, em Toronto, em um verdadeiro polo da cultura jamaicana. Lojas de discos, restaurantes, estúdios, músicos, 'sound systems' e a comunidade caribenha em geral ajudaram a transformar a região no que hoje conhecemos como Little Jamaica — e Jackson estava bem no meio de tudo isso.  Jackie Mittoo o incentivou a buscar oportunidades além do Canadá e, em 1980, Jackson viajou para Londres. Lá, trabalhou com o produtor Mike Brooks e gravou diversas faixas nos estilos dancehall e digital roots. A música "Ina South Africa" ​​abordava o apartheid na África do Sul, enquanto "At The Reggae Party" demonstrava sua habilidade em criar músicas voltadas especificamente para o público dos 'sound systems'.  Jackson também compreendia que uma carreira duradoura no reggae exigia mais do que apenas talento musical; ele queria entender também o lado comercial da indústria. Na década de 1990, matriculou-se no Trebas Institute, em Toronto, formando-se em 1996 em Administração do Negócio da Música. Nessa altura, ele já havia passado anos aprendendo o ofício na prática — por meio de trabalhos em estúdio, turnês e produções independentes —, e sua formação acadêmica veio fortalecer essa experiência. Mais tarde, Jackson dirigiu a DubWorl Audio Visual HQ, trabalhou com a Imaaj Music e assumiu o cargo de vice-presidente de marketing da Kings of Kings Inc.  Sua ligação com a música de raiz jamaicana permaneceu sólida. Nos anos 2000, R Zee retomou a parceria com seu amigo de longa data Cedric Myton, do grupo The Congos. Jackson passou a trabalhar em estreita colaboração com o grupo como produtor, músico e parceiro de turnês, unindo sua experiência em Toronto ao trabalho de um dos nomes mais respeitados do roots reggae.  Suas gravações mais antigas também ganharam uma nova vida. Selos como a Jamwax relançaram produções de meados da década de 1980, incluindo "Long Long Time" e sua versão de "Row Fisherman Row". Isso é importante porque coloca a música de Jackson novamente nas mãos dos colecionadores de vinil e dos seletores de sound systems de hoje.  O que faz a história de R. Zee Jackson se destacar é a enorme abrangência de sua atuação. Ele não se limitava a tocar reggae; ajudava a construir toda a infraestrutura em torno do gênero, desde o estúdio e a mesa de som até o palco e a indústria fonográfica. Sua trajetória, da zona rural de Clarendon até o bairro Little Jamaica em Toronto, nos lembra que a história do reggae não pode ficar restrita às fronteiras da Jamaica. A música viajou porque pessoas como Jackson viajaram. E, aonde quer que fosse, ele levava consigo um pedaço da Jamaica.  Descanse em paz eterna....

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https://www.reggae-vibes.com/news/2026/07/r-zee-jackson-has-died/

https://www.discogs.com/artist/949823-R-Zee-Jackson

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